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Smoking, a história por trás da fumaça
27/03/2019 - 00:00

Em algum momento da vida já deve ter ouvido falar sobre smoking, ou viu ele em algum filme de agente britânico chamado James Bond, mas alguma vez já se perguntou de onde veio o famoso traje que é referência, em eventos de gala, e que chama a atenção de todos?


Para entendermos como surgiu, temos de ir para o século 16, onde a inspiração para o traje surgiu, pois foi o período em que as sedas finas começaram a chegar na Europa, vindas da Índia, China e das Américas, tornando-se cada vez mais popular entre os ricos para a criação de trajes chiques.


Mas a história do traje só foi iniciar realmente em 1850, devido a uma ideia do Gentleman’s Magazine, considerado um dos jornais mais influentes de sua época. Se formos levar pelo inglês, smoking jacket é jaqueta para fumar, e por esse motivo o traje foi concebido.


Origem


O jornal deu a ideia de criarem um traje no qual fosse perfeito para fumar charuto ou cachimbo, mas que não impregnasse cheiro algum. Ele foi descrito com itens como "uma espécie de robe de chambre, veludo, caxemira, plush ou flanela impressa, forrada com cores brilhantes, ornamentada com estampas e grandes botões.”


Devido a Guerra da Crimeia em 1853, no qual o império otomano (Turquia) e a Inglaterra eram aliados, houve a propagação do tabaco turco na terra inglesa.

Com o tabaco virando tendência entre os cavaleiros ingleses, que os utilizavam para o fumo após suas refeições, os intitulados “smoking jacket”  começaram

a virar tendência para a prevenção do mau-cheiro. Um fato que chega até ser cômico, mas interessante é que, em 1860 foram lançados os chapéus de fumo, que ostentava a mesma função do smoking, mas parece que não vingou por muito tempo.


Já em meados de 1860, durante sua visita a Inglaterra, Edward VII (Príncipe de Gales, na época) ficou tão fascinado pelo traje, mas não para fumo, e sim para refeições, que pediu à Henry Poole (dono da renomada alfaiataria inglesa Henry Poole & Co.) que fizesse um traje de seda azul para o jantar em Sandringham, casa de campo pertencente a família real britânica. Isso abriu alas para um novo modelo de traje no qual era confortável e acima de tudo, formal.


A chegada as Américas                                                                                                                  


O smoking já era um sucesso absoluto na Inglaterra, mas só foi apresentado para América em 1886, pelo milionário James Brown Potter e sua esposa Cora, que conheceram o príncipe de Gales em meio a uma viagem para Grã-Bretanha. Edward VII enviou à Potter um dos trajes, presente no qual Potter utilizou mais tarde durante o baile de outono, localizado num clube de campo privado em Tuxedo Park, Nova York. Não demorou muito tempo para que outros membros do grupo copiassem o design, até que ele se tornasse uma referência informal em jantares e festas. Um fato curioso é que o apelido do traje na américa foi popularizado como Tuxedo, nome do local que Potter utilizou, sendo termo utilizado até os dias atuais no país.

No final do século 18(virada para o século 19) o traje detinha diferentes formatos para outras ocasiões, como exemplo um traje excepcionalmente para jantar. Começamos o século 19 com um editorial do Washington Post, renomado portal de notícias norte-americano, falando sobre a qualidade e formalidade do traje, no qual ficou em ascensão durante pouco tempo, graças ao período da guerra.

                                                                                                                                                                          

Após sofrer uma decadência no período da primeira grande guerra, o traje voltou a se popularizar graças a reinvenções que somente em 1930 foram efetuadas. Smoking branco e calças pretas era uma nova tendência, que ganhou mais força com o Rat Pack, um grupo de pessoas famosas que utilizavam o traje na época. Entre os nomes dos integrantes do grupo estavam Cary Grant, Dean Martin e Frank Sinatra e outros astros.  


                                       

                                                                                   Frank Sinatra foi um dos diversos famosos a aderir o lendário traje

                                                                

Já na década de 60 o traje original, no qual foi criado para fumar, foi revivido por Hugh Hefner, dono da revista Playboy, na época. Hefner, agora falecido, chegou a ter mais de 200 trajes diferentes, incluindo pijamas e trajes para fumar, todos sob medida. No mesmo período, filmes sobre o agente britânico James Bond interpretado por Sean Connery na época, começaram a florescer no cinema. E ao decorrer dos longas o espião utilizava os mais sofisticados smoking’s, se tornando uma marca em toda a franquia, e claro, na vida do espião.


Pós Millenium


Os anos 2000, ou a quem preferir ‘o milênio’, a peça teve seu retorno com força, graças a marcas como Louis Vuitton e Tom Ford no qual reinventaram (e sofisticaram) o traje. Hoje, o smoking parece ter retornado aos seus anos dourados, dado fato de que é bastante utilizado por famosos, diversas marcas investem nele por conta de uma peça essencial para festas ou jantares, no qual apresenta elegância, sem perder a formalidade, e atrai olhares à quem o utiliza.


 

                               


            

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